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Especial 7 Anos do Álbum Femme Fatale: relembre todas as curiosidades do disco, aparições e shows

  • 26 de março de 2018

Há exatos 7 anos, Britney Spears nos presenteava com seu sétimo álbum de estúdio, o Femme Fatale! Logo no inicio de 2011, Britney já nos adiantava de como a ouviríamos no seu próximo álbum:

“Perigoso, mas ainda misterioso. Sexy, mas ainda forte”, disse Britney no Twitter.

E os dias seguintes ela já disparava mais tiros  divulgando a capa do disco em 02 de Fevereiro de 2011. A ansiedade de ver um trabalho novo com um nome tão forte para o CD já nos mostrava que seria um grande sucesso. Após o lançamento da faixa “Hold It Against Me” em Janeiro de 2011, que já mostrava a introdução do estilo dubstep europeu no pop americano, o lançamento seguinte, de “Till The World Ends” já consagrou que 2011 daria Britney em todo o globo terrestre.

A produção do álbum liderada pelo Dr. Luke, junto com o nosso querido Max Martin (responsável pelo álbum “…Baby” e vários outros sucessos de Britney), acertou em cheio no que 2011 precisava ouvir. Descobrimos que Britney trouxe a tendência do Dubstep diretamente do sul de Londres para energizar as baladas de todo o mundo e influenciar o meio musical em 2011 e nos anos seguintes, distribuindo a sonoridade em diversas outras faixas do trabalho, como “Seal it With a Kiss”

Então o que é dubstep? É um som que vem da música eletrônica, surgiu há cerca de 19 anos atrás, numa mistura de “breakbreak dance music” e “drum ´n´ bass”. Somado a isso vinha uma sensação dark-digital com sons distorcidos e respingos de um moderno R&B como uma melodia que aparecia do nada em meio a cortes secos de batidas.

Como já estávamos fortemente na era digital em 2011, e por isso a escolha sonora, surgiu outro problema: não seria difícil o vazamento do álbum, e foi isso que aconteceu no dia 11 de Março. Diversos sites fizeram seus reviews sobre o “Femme Fatale” com uma crítica muito positiva e muito deles o consideraram como um dos melhores álbuns feitos pela Britney. O álbum recebeu quatro de cinco estrelas da Rolling Stone e uma matéria crítica na revista que emprisiona:

“Britney Spears é vanguardista da música pop. Durante anos, os críticos a descartaram como uma cifra com uma voz baixa. Mas a partir do minuto em que ela entrou em cena – anunciada pelos acordes poderosos do teclado de “… Baby One More Time” – sua música levou o chiclete a um território mais estranho e desleixado. “Toxic” era uma mistura de Bollywood e guitarra de filmes de espionagem; “Piece of Me” foi um ensaio sobre a infâmia dos tablóides do século XXI cantado ao longo dos ritmos dos clubes do século XXII. E agora há o “Hold It Against Me” deste ano, que se dissolve em um colapso furioso de dubstep – facilmente a batida mais agressiva do Hot 100 agora.

‘Femme Fatale’ talvez seja o melhor álbum de Britney; mas certamente é o mais estranho dela. Conceitualmente é simples: um disco de festa repleto de sexo e tristeza. Max Martin e o Dr. Luke, os dois maiores hitmakers do mundo, são responsáveis ​​por sete das 12 músicas: grandes melodias e grandes batidas do Eurodisco. Mas outros produtores enlouquecem, jogando a pia da cozinha em Britney. O som encabeçado por Bloodshy, produtor de “Toxic”, “How I roll” é assustador, estranhamente lindo, techno e assustador ao mesmo tempo. Em “Big Fat Bass”, Will.i.am transforma Britney em um cyborg obcecado por baixo. (“O baixo está ficando maior!”, Ela exulta.) Em quase todas as faixas, a voz de Britney é distorcida, triturada, processada, robotizada. Talvez seja porque ela não tem muita voz; é certamente porque ela, mais do que qualquer outra diva pop, é simplesmente um jogo. Femme fatale? Não muito. Mas diga isso para Britney: Ela é uma aventureira.”

A divulgação do disco iniciou logo após seu lançamento com performances na TV em Las Vegas para a MTV (25/02/11), no dia do lançamento mundial do disco, exibida num especial que só iria ao ar dias depois, o “I Am The Femme Fatale”. O show deveria ser uma surpresa, dentro da boate Rain, repetindo a fórmula de lançamento do “In The Zone”: na época, a cantora apareceu “sem avisar” no local e fez uma performance de “Me Against The Music”, além de se apresentar com uma versão demo de “Breathe On Me”, com vocais inéditos. No Brasil, a Redetv fez uma cobertura um tanto suspeita do evento:

 

Assista ao especial abaixo legendado em português pela Ana do Britney-Downloads:

 

A primeira vez que virmos Britney performar suas faixas ao vivo do novo disco foi no dia 29/03/11, no especial “Femme Fatale” exibido pelo Good Morning America. O anúncio foi feito no dia 25/03 com o comercial abaixo:

 

O show foi originalmente planejado para acontecer no bairro Castro, famoso por forte ativismo gay, famoso no mundo inteiro. Lá morava Harvey Milk, onde em suas campanhas para vereador da cidade, travou diversas lutas pela bandeira gay. O show, dirigido e coreografado por Brian Friedman, responsável pela coreografia original de “Slave”, ficou tão popular após seu anúncio, que a cidade achou melhor o colocar num lugar maior, para caber mais pessoas. Porém, mesmo assim, Britney foi visitar o bairro para agradecer o carinho dos fãs, junto com seu namorado dá época, Jason:

 

Ao final de “Till The World Ends”, os apresentadores contam à Britney que a cidade de São Francisco agradece por el ter topado fazer um show grátis para seus fãs de lá e por exaltar o bairro Castro. Portanto, naquele dia foi oficialmente declarado o dia Britney Spears na cidade, em 29/03/2011:

O mesmo pocket show também foi apresentado no Jimmy Kimmel, mas em uma versão pré-gravada. O programa contou ainda com uma brincadeira: eles inseriram Britney num quadro da turma do Jackass, famosos por fazerem coisas nojentas com celebridades. Britney foi colocada em uma cabine sanitária que seria içada e virada de cabeça para baixo, fazendo com que fezes caíssem sobre ela. Porém, apesar de Britney aparecer na cabine, uma dublê foi usada para a cena das fezes.

Britney ainda gravou um quadro com Jimmy, onde os dois brincaram de fazer tatuagens iguais e ao mesmo tempo, mas as tatuagens eram temporárias. Assista:

O programa ainda exibiu uma performance um tanto quanto mais animada de “Big Fat Bass”, confira:

Além de grande divulgação, o disco trouxe um encarte que agradou a maioria dos fãs, com fotos de Britney numa locação também já usada por Christina Aguilera. As imagens foram feitas por uma parceira de longa-data de Britney, Randee St. Nicholas, responsável por todos os encartes de Britney do Femme Fatale até o Glory. Veja o encarte digital do álbum abaixo:

 

Além do encarte, a sessão rendeu muitas outras fotos que acabaram não sendo tão utilizadas, mas que valem rememorar. Selecionamos algumas cliques ótimos e outros não tanto (como a que virou capa do B In The Mix 2), mas são curiosas:

 

Depois de todas essas fotos, vamos relembrar os sucessos e clipes impecáveis (tirando a dublê em TTWW) feitos para divulgar essa saudosa era? Antes disso, vale dizer que este texto foi escrito por Alan Mangabeira e Marcos Maciel para o Britney Online.

 

 

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Baseado no trabalho disponível em www.britneyonline.com.br.