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Entrevista Exclusiva #001: Brian Friedman conta como criou coreografia de “Slave” e que “Gimme More” também chegou a ter uma versão dele com Britney

  • 15 de maio de 2020

Dizem que a gente nunca esquece a nossa primeira entrevista exclusiva. Porém, mesmo se esse clichê fosse mentira, inaugurar esta área do site, de conteúdos exclusivos, com o Brian Friedman, já é incrível por si só. Começamos, inclusive, agradecendo a ele por ter gentilmente cedido todas as imagens deste post (abra as fotos em uma nova janela para vê-las em HQ no PC), além de ter sido super receptivo, simpático e generoso. Algumas imagens abaixo são raras; outras, não, mas todas precisaram de tag, já que copiam sem nos creditar.

Are you ready? Now watch me.

O coreógrafo de 42 anos (pasme!) já tem 20 de carreira na dança e é responsável por coreografias icônicas de Spears como “Slave”, “Overprotected”, “Toxic”, “Hold t Against Me” e “Till The World Ends”. Neste sábado, 16, ele generosamente faz uma aula virtual, “ensinando lentamente” a coreografia de “I’m A Slave 4 U” aos fãs. Em tempos de Covid-19, será no esquema EAD e por uma ótima causa: parte do valor de cada ingresso (17 dólares, cerca de 102 reais na [infeliz] cotação atual) será doado à UNICEF, em prol de vítimas do vírus. Você pode se cadastrar para assistir ao “SLAVE4U Live” aqui.

Originalmente, nossa conversa seria um vídeo ao vivo, mas, por focarmos no público brasileiro, não faria muito sentido um streaming sem tradução. Assim, fomos à luta e conseguimos, de quebra, algumas fotos direto do baú do Brian que vão aquecer o coração de qualquer B-Army, como essa:

Bastidores do ensaio Pepsi/2001

Mesmo ele estando sempre muito próximo de Britney até meados de 2007, decidimos focar na relação profissional dos dois e, especialmente, nos bastidores de “I’m A Slave 4 U”.

Brian então começa nos dizendo que “Britney é do tipo que sempre dá seus toques próprios em qualquer coreografia”, explica. “Se ela não curtisse qualquer coisa [na época] em termos de passos de dança, ela criaria os seus próprios e os mudaria”.

Britney assistindo a vídeos de ensaio em 2001

“Mas meu objetivo como coreógrafo é sempre fazer com que o artista ame os passos quando você os apresenta pela primeira vez e, com isso, mantenha tudo original. Foi assim com ‘Slave’. Ela amou tudo e não alterou nadinha”, detalha.

Ensaios para o videoclipe

Perguntamos, então, qual foi a sensação de ouvir as primeiras batidas da faixa, que tinha uma vibe mais tribal nas demos, e Brian não hesita: “Pensei em três palavras na hora: sexy, inebriante e feroz”.

Com isso, tivemos que perguntar ao Friedman se a “coreô” surgiu já ali, meio que no improviso, na primeira audição da faixa. “Nós começamos a criar os movimentos na casa da Britney, ali mesmo, num pequeno espaço que ela tinha para se exercitar”, conta. “Fizemos todo o break logo ali. Depois, tivemos que aprender dança do ventre com uma especialista, a Mayte Garcia, que nos ensinou tudo em uma aula”.

E o tema da selva, como surgiu?

“A música deu uma sensação meio visceral, meio tribal, logo de cara, sabe? E o diretor da turnê, Wade [Robson], imaginou que tudo poderia se passar nesse cenário selvagem. Juntos, construímos o resto da coreografia com isso em mente. Quando filmamos o videoclipe, sabíamos que os VMAs estavam chegando e optamos por seguir essa linha narrativa para a performance, com a sensação tribal no resto da coreografia”, diz, ao mencionar que o clipe teria uma pegada mais “urbana” para condizer com a ideia de “boate” da letra da música.

Pré-apresentação VMA 2001

“Slave” é uma coreografia complexa. Foi a mais difícil que você já fez para Britney?

“‘Hold It Against Me’ foi a mais difícil, para mim. A equipe dela pediu que fossem ‘movimentos ultra energéticos, difíceis de serem executados, complicados de serem replicados’. Eles queriam que fossem movimentos contundentes. E como a música era muito agressiva, a coreografia acabou sendo assim também”, conta.

Friedman, inclusive, tem postado trechos dos ensaios do clipe no Instagram:

“‘Slave’, ‘Overprotected (Remix)’, ‘Toxic’ e até ‘Till The World Ends’ simplesmente fluíram com muita facilidade”, desabafa o coreógrafo, que teve grande papel na turnê de 2001/2002, a Dream Within A Dream Tour.

Backstage da Dream Within A Dream Tour

Em seguida, uma surpresa em nossa conversa: além das faixas citadas na entrevista e coreografadas por Brian, ele mencionou o Blackout e “Gimme More”. Segundo ele, a coreografia da música estava nos planos de Britney e Brian, que chegou a ser criada. “Mas não há vídeo disso”, apontou, se adiantando ao meu pedido. Talvez, o clipe e o VMA de 2007 teriam outro destino, não é?

“Na verdade, eu estava trabalhando com ela na música antes mesmo que alguém a ouvisse”, lembrou.

Ensaio para o VMA 2001, com um dançarino (loiro) que permaneceu no VMA 2007

“E o pior é que eu simplesmente A-M-O o que criamos e coreografamos para ‘Gimme More’ e gostaria que o mundo pudesse ter visto isso. Infelizmente, nem sequer o filmamos.”

Choque!

Fotos nostálgicas de 2002 para desacelerar a fanfic de “Gimme More”:

Então qual música dela, oficialmente, você queria ter coreografado completamente, além das que viram a luz do dia?

Claro, teria que ser “Gimme More”.

Temos muitos fãs que pegaram pesado contigo, mas você tem noção do quanto a fanbase da Britney o ama por suas criações?

Eu sei que há muitos fãs que amam o meu trabalho e sou extremamente grato por esse apoio ao longo dos anos. A sua bondade tem sido fonte de alegria há muito tempo.

Bastidores da performance de “Slave” para a Billboard em 2002

Para finalizar, qual mensagem você gostaria de deixar para os fãs?

Muito obrigado por amarem o que faço. Seu amor pelo meu trabalho o mantém vivo por quase duas décadas e, como criador, o meu maior sonho… é ser lembrado. E vocês fizeram isso acontecer. Obrigado infinitamente! BJS!

Confira as informações de “SLAVE4U LIVE”, a aula virtual beneficente do Brian:

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Baseado no trabalho disponível em www.britneyonline.com.br.